Refinish Fender Lonestar

Queridos amigos que acompanham o blog, estou de volta ! Depois de alguns meses sem dar as caras por aqui por conta de muito trabalho. Hoje porém posso dizer que estou um pouco mais livre e posso tocar alguns projetos bem bacanas pra frente, inclusive a Mojohands, tem uma postagem sobre ela aqui no blog.
Posso afirmar que está vindo bastante coisa legal por aí!

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A guitarra de hoje é uma Fender Lonestar Americana belíssima, na cor creme. Inteira, bem cuidada e bem bonita. Foram feitas algumas modificações antes por algum outro Luthier . Captadores trocados, tarraxas Fender com trava, ponte nova e um hipshot tremsetter na parte traseira da ponte. Que havia sido instalado errado e foi corrigido por mim depois.

 

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Pra quem não sabe o Hipshot é um estabilizador da ponte, ideal pra quem usa muito a alavanca, seja lá em uma Floyd Rose, uma semi flutuante ou até (por que não?!) numa ponte fixa como nas strats. Ele consiste nessa mola que é comumente instalada no meio da ponte e pode ser regulada de acordo com a sua necessidade. No caso da lonestar é uma ponte semi-flutuante, que é sustentada por dois pivôs e permite alavancar para amos os lados.

 Vantagens:
– Mantém a afinação perfeita quando se usa a técnica do Palm Muting
– Permite Bends sem desafinar as demais cordas
– Mantém a ponte mais estável permitindo maior sustain
– Permite dropar a afinação da 6ª corda (E) para Ré (D) sem desafinar as demais
– Por estabilizar a ponte, permite reafinação após trocas de cordas mais facilmente
– Permite Afrouxar e Esticar as cordas com a alavanca normalmente
– Dependendo da regulagem de pressão das molas permite até que se mantenha a afinação após a quebra de uma corda

Além de tudo, o mais legal. Uma cor nova.

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Sempre que pegamos qualquer instrumento ficamos curioso por saber como é a madeira por baixo, se é maciça, se tem emendas, se tem um desenho bonito, se tem buracos ou massa, etc. Isso tudo mostra o capricho final de uma grande marca como a Fender. Então por mais que seja trabalhoso, essa é uma das partes mais animadas do processo.

 

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A ideia principal era um sunburst em 3 tons, daqueles bem clássicão memo.
Só que infelizmente a madeira não ajudou tanto. Afinal, dependíamos de saber como era o top e se iria ficar bacana. A verdade é a seguinte, como se pode ver na foto, a guitarra foi feita em vários pedaços colados e por cima uma folha de madeira que até disfarça bem…até chegar no rebaixo do encaixe do braço (existe alguma palavra pra isso ?) onde não tem como esconder.
Logo como o sunburst é translúcido no meio, não iria ficar legal, não existe burst que disfarce esse tipo de  emenda.
PS: Soa um tanto anti ético tocar nesse assunto assim, mas serve pra muita gente que acredita que por estar comprando uma americana, está levando uma guitarra de peça única, maciça e sem emendas, ta aí.

 

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Então optamos pelo Shoreline gold, também usada na mesma linha da Lonestar.

 

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Sinceramente, essa foi a primeira vez que tive que fazer essa cor, que foi bem difícil por sinal Pra acertar a tonalidade é um pouco chato. Mas também foi a cor mais bonita que já saiu de minhas mãos, eu mesmo fiquei encantado com o resultado e com certeza farei em alguma guitarra Mojohands em breve, que terá somente cores customizadas.

 

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Sempre faço diversos testes de tocabilidade na guitarra antes de entregar, e nessa o conjunto tarraxas com trava, ponte e hipshot, ficaram perfeitamente regulados. A guitarra não desafina por nada. Dive bomb é besteira!

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Giannini GIB WG5 Act

Desde que fiz a minha primeira guitarra, o que na verdade seria um protótipo da futura Mojohands Custom Guitars. Percebi que o tipo de acabamento escolhido pra essa “primeira” terminaria virando uma espécie de marca registrada. Fiquei totalmente satisfeito e quis fazer esse acabamento outra vezes em instrumentos meus e de clientes, e não deu outra, choveu pedidos na página e por email, e apesar de não postar aqui, foi o tipo acabamento que mais fiz.

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Recentemente apareceu um Bass aqui para reforma que vale muito a pena compartilhar aqui com vocês. Se trata de um Giannini GIB WG5 Act, cópia do Warwick Rockbass. uma das primeiras linhas feitas logo quando deixou de ser fabricado no Brasil e passou a ser fabricado na china e com madeiras boas.


Essa foi uma foto que o dono enviou, já que eu havia esquecido de fotografar antes.

No catálogo do site consta a data de 2001/2002  e as seguintes configurações:

Corpo :Ash
Braço :Maple
Escala :Rosewood
Marcação : White Dot
Trastes: 24 Jumbo
Ponte: Fixa
Captadores: 1 Humbucking
Controles:  1 Vol, 1 Tone, 1 Pan ( Push Pull )
Tarraxas: Blindadas
Ferragens douradas
O mais bacana de tudo é que na foto não aparece os detalhes da pintura translúcida. Mas assim que eu o peguei já tinha na cabeça ideia do que queria fazer, e o dono do baixo me deu a liberdade de escolher o acabamento.
Dessa vez estava tão animado com essa pintura que fiz até um video com alguns pequenos takes de todo o processo. Muita lixa, muita poeira, muita sujeira, verniz e muita diversão e carinho também.

Segue abaixo algumas fotos do instrumento pronto :

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O mais legal de tudo é que o corpo é todo inteiriço em Ash com um destalhes lindos por todo o corpo que só vendo pessoalmente pra sacar. Alguns desses detalhes aparecem no bem vídeo.

 

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E se você quer um acabamento desse tipo e dessa qualidade não pense duas vezes,  fale conosco por e-mail e passamos um orçamento para qualquer tipo de serviço.

Stratocaster Red Paisley

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Paisley é um termo inglês para um design de origem cultural de países do Oriente. É amplamente famoso no Irã , Azerbaijão, Turquia e países próximos. Semelhante a uma lágrima torcida, o Paisley em forma de figo é de origem persa (ou seja iraniana), mas seu nome ocidental deriva da cidade de Paisley, a oeste da Escócia.
   Tornou-se muito popular no Ocidente nos séculos 18 e 19  no Irã e países da Ásia Central. É tecido com ouro ou fios de prata na seda ou outros produtos têxteis de alta qualidade para os presentes, para casamentos e ocasiões especiais. No Irã e Uzbequistão, o seu uso vai além de roupas,  pinturas, jóias, afrescos, cortinas, toalhas de mesa, colchas, tapetes, paisagismo do jardim, e cerâmica também.
   Paisley tornou-se referência no estilo psicodélico devido à sua popularidade dominante emergente que antecederam a época. De particular interesse é a influência dos Beatles. Consequentemente, o estilo era muito popular durante o Verão do Amor em 1967.
Aproveitando o gancho, a
 Fender fez uma versão rosa Paisley da sua guitarra Telecaster , no qual eram mais fáceis de aplicar o papel de parede Paisley sobre os corpos de guitarra e baixos. Essa tipo de acabamento foi introduzido em 1968 visando lucrar com o “Verão do amor” e clímax psicodélico, mantendo a produção por cerca de 3 anos.
James Burton, guitarrista do Elvis na época, ganhou uma da Fender que apesar de meio tímido em relação aquele rosa chamativo acabou usando. A guitarra acabou sendo associada a ele durante anos.

Fender Telecaster Paisley 1968

Como disse em outra postagem minha, sou muito fã de Telecaster , mesmo apesar de ter somente duas no meio de um monte de Stratocaster. Resolvi me aventurar e fazer algo especial em uma Tele que foi presenteada para um amigo. Uma versão mais moderna de uma Tele Paisley verde batizada como Green Onions. Visto que o resultado foi um sucesso, resolvi fazer o mesmo em uma Stratocaster, dessa vez vermelha!

 

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Vermelho Lúcifer. O vermelho mais perolizado que existe.

O mais bacana de tudo foi que esse vermelho casou tão bem com o vermelho do fundo que deu um contraste maravilhoso.

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Junto com o vermelho foi usado um verniz tingido pra dar um efeito translúcido e ficar ainda mais bonito!

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Suaves tons em degradê


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Red Devil Paisley