Giannini GIB WG5 Act

Desde que fiz a minha primeira guitarra, o que na verdade seria um protótipo da futura Mojohands Custom Guitars. Percebi que o tipo de acabamento escolhido pra essa “primeira” terminaria virando uma espécie de marca registrada. Fiquei totalmente satisfeito e quis fazer esse acabamento outra vezes em instrumentos meus e de clientes, e não deu outra, choveu pedidos na página e por email, e apesar de não postar aqui, foi o tipo acabamento que mais fiz.

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Recentemente apareceu um Bass aqui para reforma que vale muito a pena compartilhar aqui com vocês. Se trata de um Giannini GIB WG5 Act, cópia do Warwick Rockbass. uma das primeiras linhas feitas logo quando deixou de ser fabricado no Brasil e passou a ser fabricado na china e com madeiras boas.


Essa foi uma foto que o dono enviou, já que eu havia esquecido de fotografar antes.

No catálogo do site consta a data de 2001/2002  e as seguintes configurações:

Corpo :Ash
Braço :Maple
Escala :Rosewood
Marcação : White Dot
Trastes: 24 Jumbo
Ponte: Fixa
Captadores: 1 Humbucking
Controles:  1 Vol, 1 Tone, 1 Pan ( Push Pull )
Tarraxas: Blindadas
Ferragens douradas
O mais bacana de tudo é que na foto não aparece os detalhes da pintura translúcida. Mas assim que eu o peguei já tinha na cabeça ideia do que queria fazer, e o dono do baixo me deu a liberdade de escolher o acabamento.
Dessa vez estava tão animado com essa pintura que fiz até um video com alguns pequenos takes de todo o processo. Muita lixa, muita poeira, muita sujeira, verniz e muita diversão e carinho também.

Segue abaixo algumas fotos do instrumento pronto :

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O mais legal de tudo é que o corpo é todo inteiriço em Ash com um destalhes lindos por todo o corpo que só vendo pessoalmente pra sacar. Alguns desses detalhes aparecem no bem vídeo.

 

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E se você quer um acabamento desse tipo e dessa qualidade não pense duas vezes,  fale conosco por e-mail e passamos um orçamento para qualquer tipo de serviço.

Pintura contrabaixo Giannini Jazz Bass.

Mais uma vez a Giannini. Já me perguntaram algumas vezes se eu tenho algum vinculo com a marca, também já perguntaram se trabalho como autorizado da Giannini ou algum espécie de Endorser, esse último realmente não sabia o que estava falando. Simplesmente por que nos últimos anos criei um grande apreço pelos instrumentos Vintage nacionais e terminei me especializando neles. Como o pessoal me procura muito para reformas, por sorte a maioria deles são os Giannini, alguns verdadeiras raridades. Eu por exemplo tenho minha pequena coleção delas, entre baixo, guitarras e violões.
Saiu uma entrevista comigo no blog Colecionismo na coluna Amigo Strateiro,  do William Martins de Oliveira o maior colecionador de Stratocasters que conheço, um verdadeiro entendedor do assunto quando se fala em Stratocasters. Lá fala um pouco da minha última aquisição, também uma Giannini Fiesta Red periodo próximo das Southern Cross.

Sonic X séries é uma das recentes linhas da Giannini, de medados de 2010 pra cá, infelizmente não mais produzidas em terras tupiniquins. Foi trazido um Contrabaixo Jazz Bass branco dessa série pelo Erick Borges para ser pintado de preto.

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  Assim chegou o baixo, Branco, um pouco amarelado, mas bem cuidado, bem bonito.

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Primeira coisa a ser feita depois de desmontar tudo, lógico, é sempre lixar tudo por sorte essa não era daquelas camadas imensas de PU, dá trabalho sim, de qualquer forma, mas alguns menos do que outros.

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Infelizmente perdi algumas fotos após meu cartão de memória ficar ruim, mas segue a sequência de fotos do instrumento já finalizado.

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Detalhe do reflexo da antena, quase um espelho.

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O baixo ganhou um escudo novo feito sob medida pois o antigo como se vê na primeira foto não tinha as mesmas medidas do captador e ficaria muito tordo acertar as dimensões, nesse caso foi melhor fazer um novo.

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Reforma guitarra Giannini Supersonic

Todo mundo sonha ter uma guitarra especial, um modelo próprio só seu, fora de tudo igual que há no mercado hoje em dia, milhares e milhares de guitarras iguais, das mais baratas até as custom mais caras produzidas em série, serão iguais, lógico que uma de baixo custo não vai ser igual a uma Custom Shop em termos de qualidade, mas sim com um acabamento bem próximo, quase padronizado, talvez mesma madeira, hardware, captação etc. Sou muito procurado por que as pessoas vêem que aqui você pode customizar seu instrumento com o acabamento e som que quiser, aqui você pode. E nessas que o Enzo Mastrangelo guitar e vocal da banda The Black Witchesapareceu querendo dar uma customizada na sua Giannini Supersonic,.

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A guitarra já “Customizada” pelo mesmo chegou assim, um mix de amarelo e vermelho e tudo obviamente já trocado, caps, escudo, neckplate, os knobs e a ponte. O corpo assim que desmontei é o que parecia ser aquelas SS do anos 80, sendo que o braço é das mais atuais, meados de 2000 pra cá.

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Uma coisa que foi um grande problema foi a tinta usada antes, além de várias camadas bem grossas do que parece ser titna guache  ainda tinha o restante da cor original por baixo. Percebendo que não havia de forma alguma como lixar aquela coisa emborrachada resolvi jogar um pouco de thinner por cima e raspar, o que piorou mais a situação deixando a tinta como uma cola..

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Deu trabalho de verdade remover aquilo tudo, mas no final ficou tudo assim, limpo e bonito.

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 Muita gente perguntou como deixei a madeira assim, teve gente que chegou a não acreditar que era o mesmo corpo, a mágica toda está naquele vidro de xarope ali!

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 E o verniz puro já aplicado depois de todo o processo de polimento.

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Parece jacarandá, não?!

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Quer customizar sua guitarra ? Aqui você pode!

Reforma Giannini 12 Cordas 70’s

Já faz um tempo que só me aparece instrumentos antigos para reforma de todos os tipos,, e na maioria das vezes os Giannini, que sou apaixonado e não nego. Continuem mandando ! me sinto feliz de vocês confiarem no meu trabalho, para mim é sempre uma grande satisfação e um desafio novo. Luthieria é uma terapia incrível que me mantêm nos eixos, talvez pelo fato de exigir concentração e dedicação. Hoje ao som de Mungo Jerry – In The Summertime , começamos mais uma postagem.

O instrumento da vez é um Giannini 12 cordas 1970 1, esse aqui infelizmente não está catalogado no  site oficial da marca ou não consegui encontrar no meio dos muitos outros instrumentos que vão dos anos 50 até os dias de hoje , mas com um pouco de pesquisa na net descobri que o mesmo é dos anos 70, alguns dizem ser 78/78 e até 72 a 75.  a sigla que aparece  na foto (AWG) infelizmente não encontrei no site somente AWF e outras numerações. 1/3 talvez possa ter sido o primeiro de uma série de 3, uma edição limitada talvez, já que não  encontrei nenhum no tempo em que estive com ele aqui, imagino que seja o único, caso alguém encontrar mais um desse rolando por aí fale comigo! Estou muito afim de comprar um desse, as madeiras são ótimas e tem um timbre incrível e o mais legal de tudo como sempre digo é a história que o instrumento conta. E quem não sabe também tenho as minhas preciosidades por aqui, que com calma postarei aqui.

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Esse infelizmente sofreu uma queda e arrebentou todo, desde o tróculo até o headstock

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 Headstock foi quebrado em 3 partes, alguns pedaços que ficaram fora da foto.

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Braço, escala e tampo descolados. Triste !

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Primeira coisa a fazer foi colar o que parecia mais fácil, a paleta no headstock quebrado

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O braço e a escala precisavam ser  descolados e como a cola que usavam na época não é a mesma que algumas porcarias de hoje em dia, eram colas bem fortes, imagino que seja a famosa cola animal. O que me deu um certo trabalho pra remover.
” Quem não tem cão caça com gato !”

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Detalhes do braço depois de descolado. Como tinha quebrado com a queda, algumas lascas já estavam soltas e terminou saindo tudo e ficando essa cagada toda, mas isso não é problema.

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Depois de um tempo limpando a cagada e removendo a cola antiga hora de deixar na prensa por uns dias.

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Como tinha alguns pedaços de madeira faltando, tive que lixar e moldar mais ou menos o encaixe do braço com o head, o que se vê na foto é quase um vão de espaço vazio faltando no meio.

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E depois de tudo a mágica feita. Ficou uma leve cicatriz ali no canto quase que imperceptível, pois foi mantido o tom original do  instrumento sem usar nenhum tipo de tingidor para madeira, apenas o verniz incolor aplicado à mão a fim de deixar o mias natural possível.

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Instrumento pronto. Antes das cordas os trastes tiveram de ser retificados e polidos por causa do braço/escala removido, depois regulado com 6  cordas mesmo, preferência do dono!

Geral Giannini Supersonic 1978

O fato de ser apaixonado pelos instrumentos vintage e em principal as Giannini tem feito com que me apareçam muitas por aqui. Realmente tenho um carinho especial por elas, mas deixando claro que todos os instrumentos tem sempre o mesmo cuidado e tratamento especial que essa belezinha do post de hoje e outras que já passaram por aqui. Hoje ao som do disco Ray Barbee Meets the Mattson 2 , começamos mais uma postagem.

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Essa sem dúvidas é uma das guitarras pela qual sou apaixonado, trata-se de uma Giannini Supersonic de 1978, a mesma citada em outra postagem, na qual falo que o mestre Lanny Gordin usou para gravar dois dos maiores discos feitos aqui no Brasil, Fatal da Gal Costa e o Gal (psicodélico ) de 1969, entre outros com Caetano e Gil por exemplo
 É uma guitarra bem versátil podendo fazer até 7 tipo ligações, nos captadores. Ponte, meio, braço, ponte + meio, meio + braço, braço + ponte e os 3 caps ao mesmo tempo.  E isso te dá um leque de opções diferente de timbre, contando com dois potenciômetros de tone e um de volume, nas posições dos médios você pode utilizar um dos tones e deixar o outro aberto, ou variar. Coisa fina pra época, não ?!

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Tem gente que me pergunta como eu sei a precisão certa do ano em que as guitarras foram construídas, primeiro que já são anos trabalhando com isso, Luthieria em geral, e querendo ou não por gosto pessoal, me especializando nos Vintages. Fora que o próprio site da Giannini dispõe de um catálogo dos anos 50 até nos dias de hoje, a foto ao lado foi retirada do site, no qual data a guitarra entre 1978/1979. Logicamente a cor é diferente, mas o modelo é o mesmo. Infelizmente algumas não tinham número de série, assim como não tinha um padrão de construção, algumas guitarras eram verdadeiras preciosidades, e outras nem um pouco. Eu tive sorte de encontrar uma AE08 Stratosonic de 78 também toda original que me agrada bastante e agrada quem vem trazer seus instrumentos aqui e sempre pede pra tocar com ela.

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Essa por exemplo estava um pouco bem conservada, com o case original ainda. Só um pouco maltratada ao longo do tempo, altamente desregulada toda oxidada faltando um parafuso na ponte. E com esparadrapo, band aid, e um adesivo no escudo, e remover isso sem arranhar nada é uma tarefa bem chata, ainda mais uma cola que já está seca ali a anos.

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  Primeira coisa a fazer é desmontar tudo para limpeza geral, dar um check na elétrica, e o braço. Refiz algumas soldas e quis deixar tudo original, não quis trocar nada, limpei as trilhas dos pots e as chaves seletoras com álcool Isopropanol, depois disso separei peça por peça para remover as oxidações. O jack plate e a ponte estavam bastante oxidadas por exemplo.

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 Os trastes estavam nesse estado, nesse caso recomendo sempre trocar as cordas frequentemente, cordas oxidadas são ótimas para cavar esses sulcos nos trastes, e depois reclamam que pagam caro para trocar os trastes, às vezes o barato sai caro, economiza em corda, mas depois vai gastar mais com os trastes. Em alguns casos é possível sim fazer uma retífica nos trastes, mas em outros casos não dá pra salvar, esse felizmente deu. Foram todos retificados e polidos.

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   Os trastes depois de retificados/alinhados são todos polidos 1 a 1 para dar uma melhor acabamento e sonoridade, sim trastes limpos são importantes para uma melhor sonoridade.

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 Depois e tudo pronto os trastes ficaram assim, a guitarra já montada, trastes ok, foi a hora da regulagem geral.

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Com o case original, limpa, regulada, funcionando e pronta pra voltar pra casa e fazer seu dono feliz.

Geral na Giannini Stratosonic 80’s

2 Fala galera, agora estou com um pouco mais de tempo e muito trabalho legal vindo por aí pra compartilhar com vocês, e esse aqui é mais um. Matando a saudade do mestre ao som do disco BB.King Live At Royal Albert Hall e me lembrando da última vez em que tocou aqui começamos mais uma postagem.

Como já perceberam sou um fã incondicional dos Instrumentos Giannini que foram fabricados aqui no Brasil, e sempre que me aparece um por aqui é tratado com todo carinho possível, não que os outros instrumentos não sejam, só que a “Gianoca” é especial pra mim.
A Giannini Tem 113 anos e foi fundada em 1900 pelo Luthier Italiano Tranquillo Giannini, e como qualquer empresa que exista a mais de 100 anos já passou por momentos bons e ruins ainda mais no Brasil, o que tornava as coisas mais difíceis. Mas a Giannini fazia mágica na época e produziu os principais instrumentos para os artistas da época e que hoje são grandes músicos que admiramos hoje em dia assim como, Erasmo, Roberto, Gal, Gil, Caetano, Celso Blues Boy que tinha uma da época que a Giannini fabricou umas guitarras para a Fender, linha chamada Southern Cross. Pra mim o maior guitarrista fiel a Giannini foi Lanny Gordin que fez estrago com a sua Giannini Supersonic e foi o principal guitarrista da era Tropicália, gravando e arranjando com quase todo mundo naquele tempo, como Gal, Gil, e o Caetano. Destaque para a participação no disco Fatal e o Gal Legal. Com aquele Fuzz lindo que foi feito especialmente para ele pelo César Dias Baptista,  irmão do Arnaldo e do Sérgio Baptista. Pra quem não conhece o César foi quem construiui a mítica REGVLVS RAPHAEL CCDBSem dúvidas uma das guitarras mais fodas desse mundo. Espero em breve poder escrever aqui sobre ela. (todas essas informações tirei a limpo com o próprio Lanny Gordin.)

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A que me apareceu esses dias foi essa do amigo Vladmir Barbalho e que já estava bem surrada, sem dois carrinhos da ponte, sem os potenciômetros, sujeira para todos os lados, ovos de barata por dentro, escala suja, trastes acabados, ferragens oxidadas entre outras coisas.

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Primeira coisa a se fazer foi desmonta-la toda, peça por peça separar e limpar tudo !

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Era tanta sujeira que eu nem sei como, mas é possível entrar sujeira em baixo de uma ponte fixa que está parafusada ali uns 40 anos mais ou menos ?

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Como havia dito, a Giannini teve safras boas e safras ruins, acredito que a guitarra nunca tinha sido aberta, mas estranhei quando vi a elétrica muito mal feita dela, o que talvez não é nenhuma surpresa, os potenciômetros e até mesmo o capacitor são diferentes de todas que já peguei, que geralmente eram os Sprague Orange Drop 0.047uf.

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   Parte elétrica refeita com um esquema diferente do que estava e pots novos instalados, limpo bonito e saudável.

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Os trastes foram todos retificados,alinhados e as marcas removidas. O correto nesse caso seria remover os trastes, fazer o abaulamento da escala no mesmo ou de raio diferente e só depois colocar os trastes. e fazer o devido acabamento caprichado que eu faço.
Escala limpa, hidratada, ação de cordas mais baixo possível sem trastejar.

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Como não podia ser diferente me surpreendi com a guitarra, tem uma pegada padrão que lembra muito a Fender, E olha que já não é a primeira vez aqui que comparo uma Giannini com uma Fender por aqui, mas essa realmente me deixou bem animado e cheguei a perguntar ao dono se queria vendê-la.
Braço macio, pegada boa, se encaixa perfeitamente à mão, som suave e com bom sustain. Todas as peças foram limpada uma por uma, foi adicionado dois carrinhos originais de uma ponte que tinha aqui de uma guitarra igual. Também ganhou knobs novos, que até pensei em dar uma envelhecida para ficar igual ao escudo, pois estavam todos no plástico ainda. Regulada com 0.09 e polimento de leve no corpo pra ficar bonito !
Gostaram ? Comentem a vontade, comentários e dúvidas direto no email são sempre muito bem vindos.

Relic Giannini 80″ “Black One”

Mais uma postagem atrasada por falta de tempo. Vasculhando algumas coisas aqui no PC encontrei aqui algumas fotos de um relic que fiz pra poder postar aqui mas terminou caindo no esquecimento por falta de tempo e agora resolvi compartilhar com vocês.

No mundo das cordas sempre teve gosto pra tudo, até para os instrumentos “acabados” com o tempo de estrada, o que pra alguns como eu acha um charme! Uma batidinha aqui e ali, o calor da estrada o contato físico do corpo com a guitarra, o suor, o tempo de uso, os vícios das escalas, a marca da correia, os tombos, etc. Tudo isso é o que deixa a guitarra cada vez mais bela na minha opinião e faz parte da história da mesma. O Daniel entrou em contato comigo querendo fazer um up na guitarra dele, além do relic instalar uma ponte nova e depois captação custom shop da Fender. Como trilha sonora, matando saudade de uma das bandas que ouvia quando moleque e nem tocava guitarra ainda. Deixe a Terra em Paz do Cólera. Uma das maiores bandas do Punk Rock nacional do final dos anos 70 começo mais um post;

 

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Guitarra chegou assim, é uma Stratosonic do anos 80/90 limpinha e já com um tentativa de um relic feita por ele.

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A ideia inicial seria fazer uma guitarra parecida com a Fender Black One do John Mayer e não uma réplica. Mas que ficasse o mais natural possível sem perder todo o charme que uma guitarra relicada/vintage tem. Como é uma coisa “muito difícil”  relicar uma guitarra e deixa-la o mais natural possível com um visual legal, optei por um removedor de tinta ao invés de lixa e usei as lixas só pra dar um acabamento nas partes deu ficassem “artificiais”.

 

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Resolvi usar uma canetinha qualquer que pudesse sair com pano úmido para poder marcar mais ou menos os limites que podia chegar  na parte da remoção da tinta. Na direita dá pra ver que está escuro como uma madeira bem envelhecida, e na esquerda a madeira ainda bem clarinha. Usei betume da judéia desses que vende por aí em casa de artesanato.  Barato e dá um acabamento bem legal em qualquer madeira !

 

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No braço dei um visual que até eu fiquei encantado e surpreso comigo mesmo hahaha, usei lixas de diferentes tipo de grãos, pra acabamentos mais rasos e mais profundos com o betume.

 

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Na escala não podia deixar de ser diferente ! O que é uma guitarra relic ou vintage sem o braço com o verniz da escala gasto de tanto tocar. Marquei com canetinha os lugares os geralmente são gastos por acordes ou na maioria das vezes os solos e usei a micro retífica para “gastar” o verniz nesses pontos e depois dá-lhe betume em cima !

 

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A ponte usada foi essa da Condor, uma ponte semi flutuante com um “roller” nos carrinhos onde ajuda a ponte não desafinar fácil. Conforme alavancada os carrinhos rolam se movimentando junto com as cordas. Bem legal !

 

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A ponte tem dois pivôs que seguram a ponte ao invés dos 6 parafusos que seguram a ponte fixa permitindo a alavancagem só pra frente, já essa outra os pivôs ficam uns centímetros mais altos permitindo a alavancagem pra ambos os lados. A ponte tem que ser bem colocada pois qualquer cm para os lados pra cima ou pra baixo faz com que a guitarra não afine corretamente, então resolvi marcar as medidas perfeitamente antes de furar onde entraria a “bucha” dos pivôs. na foto mostra um exemplo de como ficaria as cordas sobre braço se caso fosse colocado errado.

 

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Detalhes do Headstock depois de algumas lixas e o betume que serve também pra manchar o verniz e a madeira e também foi usado no escudo, pra dar uma envelhecida. Foram colocados trastes novos Fender Medium Vintage e Nut TUSQ. Pra quem não conhece, a Graphtech/TUSQ é a melhor opção no mercado da música se tratando de Nut, saddles, bridge pins, rastilhos, etc. Oferece uma diferença muito grande de som, harmônicos, sustain…

 

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Ponte instalada, guitarra relicada e regulada com Ernie Ball Titanium 010, só faltou os captadores que foram colocados algumas semanas depois, ficou faltando o registro. Ta aí, um relic mais natural possível, sem muitos exageros e nenhum pouco artificial!