Giannini GIB WG5 Act

Desde que fiz a minha primeira guitarra, o que na verdade seria um protótipo da futura Mojohands Custom Guitars. Percebi que o tipo de acabamento escolhido pra essa “primeira” terminaria virando uma espécie de marca registrada. Fiquei totalmente satisfeito e quis fazer esse acabamento outra vezes em instrumentos meus e de clientes, e não deu outra, choveu pedidos na página e por email, e apesar de não postar aqui, foi o tipo acabamento que mais fiz.

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Recentemente apareceu um Bass aqui para reforma que vale muito a pena compartilhar aqui com vocês. Se trata de um Giannini GIB WG5 Act, cópia do Warwick Rockbass. uma das primeiras linhas feitas logo quando deixou de ser fabricado no Brasil e passou a ser fabricado na china e com madeiras boas.


Essa foi uma foto que o dono enviou, já que eu havia esquecido de fotografar antes.

No catálogo do site consta a data de 2001/2002  e as seguintes configurações:

Corpo :Ash
Braço :Maple
Escala :Rosewood
Marcação : White Dot
Trastes: 24 Jumbo
Ponte: Fixa
Captadores: 1 Humbucking
Controles:  1 Vol, 1 Tone, 1 Pan ( Push Pull )
Tarraxas: Blindadas
Ferragens douradas
O mais bacana de tudo é que na foto não aparece os detalhes da pintura translúcida. Mas assim que eu o peguei já tinha na cabeça ideia do que queria fazer, e o dono do baixo me deu a liberdade de escolher o acabamento.
Dessa vez estava tão animado com essa pintura que fiz até um video com alguns pequenos takes de todo o processo. Muita lixa, muita poeira, muita sujeira, verniz e muita diversão e carinho também.

Segue abaixo algumas fotos do instrumento pronto :

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O mais legal de tudo é que o corpo é todo inteiriço em Ash com um destalhes lindos por todo o corpo que só vendo pessoalmente pra sacar. Alguns desses detalhes aparecem no bem vídeo.

 

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E se você quer um acabamento desse tipo e dessa qualidade não pense duas vezes,  fale conosco por e-mail e passamos um orçamento para qualquer tipo de serviço.

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Stratocaster Red Paisley

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Paisley é um termo inglês para um design de origem cultural de países do Oriente. É amplamente famoso no Irã , Azerbaijão, Turquia e países próximos. Semelhante a uma lágrima torcida, o Paisley em forma de figo é de origem persa (ou seja iraniana), mas seu nome ocidental deriva da cidade de Paisley, a oeste da Escócia.
   Tornou-se muito popular no Ocidente nos séculos 18 e 19  no Irã e países da Ásia Central. É tecido com ouro ou fios de prata na seda ou outros produtos têxteis de alta qualidade para os presentes, para casamentos e ocasiões especiais. No Irã e Uzbequistão, o seu uso vai além de roupas,  pinturas, jóias, afrescos, cortinas, toalhas de mesa, colchas, tapetes, paisagismo do jardim, e cerâmica também.
   Paisley tornou-se referência no estilo psicodélico devido à sua popularidade dominante emergente que antecederam a época. De particular interesse é a influência dos Beatles. Consequentemente, o estilo era muito popular durante o Verão do Amor em 1967.
Aproveitando o gancho, a
 Fender fez uma versão rosa Paisley da sua guitarra Telecaster , no qual eram mais fáceis de aplicar o papel de parede Paisley sobre os corpos de guitarra e baixos. Essa tipo de acabamento foi introduzido em 1968 visando lucrar com o “Verão do amor” e clímax psicodélico, mantendo a produção por cerca de 3 anos.
James Burton, guitarrista do Elvis na época, ganhou uma da Fender que apesar de meio tímido em relação aquele rosa chamativo acabou usando. A guitarra acabou sendo associada a ele durante anos.

Fender Telecaster Paisley 1968

Como disse em outra postagem minha, sou muito fã de Telecaster , mesmo apesar de ter somente duas no meio de um monte de Stratocaster. Resolvi me aventurar e fazer algo especial em uma Tele que foi presenteada para um amigo. Uma versão mais moderna de uma Tele Paisley verde batizada como Green Onions. Visto que o resultado foi um sucesso, resolvi fazer o mesmo em uma Stratocaster, dessa vez vermelha!

 

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Vermelho Lúcifer. O vermelho mais perolizado que existe.

O mais bacana de tudo foi que esse vermelho casou tão bem com o vermelho do fundo que deu um contraste maravilhoso.

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Junto com o vermelho foi usado um verniz tingido pra dar um efeito translúcido e ficar ainda mais bonito!

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Suaves tons em degradê


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Red Devil Paisley

 

Customização: Texas Ford Prata.

 Customização de instrumentos é uma atividade bastante procurada pelos músicos nos dias de hoje. O fato de se ter diversas opções de cores, modelos, sonoridades, pegadas, e outras mil possibilidades de acordo com as suas necessidades, anima qualquer um. Afinal, quem não quer ter um instrumento único que é a sua cara ?!

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  Tenho me esforçado muito para conseguir os melhores resultados sempre e isso têm influenciado muito no meu trabalho, vejo que a cada dia chega guitarras e mais guitarras para serem customizadas por seus donos. Gabriel Oliveira foi uma deles e nos trouxe essa Squier Stratocaster.  Já antes pintada com uma vermelho fosco, e estava com algumas falhas e arranhões na pintura, então ele resolveu trocar.
A pintura com acabamento fosco normalmente é mais frágil, qualquer simples batida ou arranhão qualquer pode deixar marcas, sem contar que até o próprio suor pode a deixar manchada. Diferente do verniz PU (poliuretano) que uso hoje em dia, que protege bem a pintura, independente de camadas finas ou não, ele é bem resistente e dá ótimos resultados em acabamentos com alto brilho, quando bem aplicado.
A ideia inicial era era uma creme, quase um perolado. Mas como o fornecedor das tintas que uso fez a tinta errada; depois de algumas semanas na tentativa frustrada de misturar pigmentos e outras tintas para chegar ao ponto certo, combinamos de usar a tinta que me foi enviada. Texas Ford Prata.

DSCF2743  Primeira coisa a se fazer foi desmontar tudo e meter lixa. O problema maior  foi que pintaram o vermelho por cima da pintura original, estava bem grossa e deu um trabalhinho pra remover tudo.  Esses casos para evitar qualquer tipo de perda ou outras reclamações todo o restante das peças são guardadas no mesmo dia.

DSCF4897  Já não é a primeira vez que uso tinta poliéster, até então pouco procurada pelo pessoal, que escolhe sempre uma cor sólida. O poliéster tem uma tom mais metalizado com um tipo de Sparkle, e têm sido bem satisfatório os resultados que tenho conseguido por aqui.

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      O resultado da combinação do Poliéster com o PU é esse aí, brilho intenso e duradouro com proteção total sem comprometer a sonoridade.

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    Foto do corpo pronto após a pintura.

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           Sinceramente eu não havia gostado da cor inicialmente, cheguei a chamar de cor de cimento inclusive, mas nada que a mágica do verniz PU não resolva, e como muitas das guitarras que passam por aqui, depois de prontas eu termino ficando apaixonado por elas, e com essa não foi diferente.

DSCF4941                                         Nada que muito carinho e dedicação envolvido não possa fazer, o resultado esta aí.