Fretwork Epiphone Special 2 (Troca de trastes)

Todo guitarrista, baixista,violonista, etc, hoje em dia já viu que ao longo do tempo tocando com seus intrumentos os trastes começam a criar pequenos sulcos nos trastes, onde apoiam as cordas quando se faz as notas e acordes. Isso com certeza varia de acordo como você cuida do seu instrumento, cordas velhas oxidadas são ótimas para acabar com os trastes. Você mais cedo ou mais tarde terá que passar por isso, não tem como fugir.

Geralmente antes de se trocar os trastes é possível sim fazer um nivelamento/retífica nos trastes antes de trocá-los, isso se o desgaste causado pelo tempo não for muito. Os casos que não tem como fugir da troca de traste é, quando a escala ou braço está empenado, como nos muitos casos como violões e guitarras sem o tensor, escala descolada, o braço quebrado, abaulamento da escala para mudar a pegada do braço do instrumento, há os que preferem uma escala mais reta, outros mais curvadas. E até mesmo questão de gosto, pois existe uma grande variedade de trastes no mercado, cada um com uma característica diferente.

A guitarra da vez agora foi essa Epiphone Special 2, muito bem conservada, mas muito trabalhada também, e o que não era de se esperar, os trastes bem gastos e as cordas oxidadas !

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Como toda guitarra de médio custo e fabricação industrial em série, apresenta sempre alguns mínimos defeitos, nada que não possa ser melhorado. Mesmo sendo fabricado nas fábricas mundo afora, todas da linha nunca são iguais. Essa assim que desmontei o braço me deparei com uma surpresa.

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Selo de  qualidade e um furo a mais !

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E embaixo a malandragem ! Que luthier nunca fez isso que atire a primeira pedra hahaha…mas caí entre nós, uma guitarra vindo de fábrica não deveria ter esses pequenos erro. Provavelmente foi cavado um pouco a mais o encaixe do braço e foi colocado esse calço pra poder alinha o braço corretamente.

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Muitos aqui podem até me condenar por estar usando trastes Fender em uma Guitarra que é sub-marca da Gibson, sinceramente é quase um crime cultura estar fazendo isso, deixo claro que não me sinto bem fazendo isso. Mas traste é traste em qualquer lugar o que muda mesmo é só a marca, onde é fabricado e o material, mas sabemos que já se tratando de um traste Fender já é algo de qualidade.

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O modo mais correto de retirar os trastes da escala aparece em outra postagem aqui no blog. Uma coisa muito errada que fazem por aí é usar cola do tipo bonder pra colocar os trastes, o resultado é esse que se vê, ou pior. Geralmente é normal que se levante algumas lascas da madeira, mas isso varia com a quantidade e o tipo de cola que se usa. Essa aí no caso me parecia a bonder.

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É sempre bom depois de retirar os trastes dar uma leve lixada com um bloco de raiar a escala pra não perder a curvatura da escala.

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Escala já depois de lixada e com uma aparência melhor é hora de colocar os trastes !

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Na hora de colocar os trastes se usa cola branca mesmo, e não bonder.

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Trastes já cortados, micrométricamente retificados. durante o acabamento as fitas são para não “ferir” a escala.

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Logo após o acabamento no qual o procedimento é citado em outro post, os trastes são polidos um a um para um melhor acabamento e melhor resposta e sonoridade. Os trastes limpos e polidos fazem sim um diferença muito grande na sonoridade e inclusive na tocabilidade do instrumento, ao ver de alguns isso pode parecer besteira, mas não é !

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Visual dos trastes depois de polidos, alguns instrumentos caríssimos comprados em lojas bem que poderiam vir com um acabamento assim.

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Detalhe do acabamento final. Após isso uma hidratada na madeira da escala cordas novas e regulagem.

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Ação baixa, sem trastejos e com uma pegada e sonoridade animal, sinceramente a guitarra ganhou outra cara.

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2 respostas em “Fretwork Epiphone Special 2 (Troca de trastes)

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