Refinish Giannini Sonic Bass 1966

Há tempos venho fazendo uma parceria bacana com amigos e clientes e cada vez mais tenho tido acesso aos mais variados instrumentos nacionais vintage, em sua maioria os Giannini anos 60 e 70 dos quais eu sou muito fã e é sempre um prazer enorme poder dar vida a esses instrumentos.
Fernando Temporão é um cara apaixonado pelos instrumentos vintage nacionais e gringos também, e faz um trabalho incrível de restaurar e revendê-los e a pintura sempre fica por minha conta. Só esse ano já passaram vários por aqui, um mais lindo do que o outro e dessa vez venho compartilha-los com vocês também.

 

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Esse Sonic Bass de 1966 veio para uma pintura nova, já que o corpo havia muitas batidas e partes descascadas e não estava legal. Há quem goste e ache um relic assim bacana, mas não estava, principalmente por esse detalhe visível na foto acima.

 

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A Giannini nessa época caprichava na grosseria da pintura, aplicavam um primer de 2 mm mais 1 mm de tinta e no final ficava pesado e grosso.

 

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A parte legal disso é que deu pra descascar sem precisar ficar um bom tempo lixando. Difícil mesmo é o primer.

 

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Depois de lixas, lixas e mais lixas, da granulação 80 a 220, descobrimos um corpo em cedro. Uma grande surpresa já que todos dessa safra eram em mogno. uma peça rara ein.

 

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Fernando me pediu para que tapasse alguns buracos da ponte que algum curioso inventou de fazer e fez errado. Depois disso foi selar e pintar. A cor escolhida foi um Laranja Boreal PU e o polimento feito direto na tinta.

Segue abaixo um slide com algumas fotos tiradas do baixo depois de montado. Puro luxo !

 

 

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E pra quem quiser, ainda tem um video de todo o processo de customização desse baixo no link :

 

 

Quer pintar, customizar, construir, regular ou até mesmo relicar, entre em contato por email f-sousa-barbosa@bol.com.br ou pelo whatsapp 21 97508 0218

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Superstrat Custom

A arte da luteria é uma arte regada por sonhos, onde cada instrumento conta uma história, um sonho que envolve milhares de sentimentos; amor, paixão, orgulho, admiração, fidelidade…Se tornam uma extensão do nosso corpo e através deles são compostas músicas vindas do fundo da alma (ou não). E na na luteria você tem a opção de cuidar de seu instrumento e personaliza-lo da forma que quiser, para que se tornem únicos, mais do que já são. Mesmo fabricados em série, um instrumento nunca é igual a outro.

Leandro foi mais um sonhador que trouxe essa belezinha pra eu poder fazer mais uma etapa do seu sonho se realizar. Ele fez sua própria guitarra no seu apartamento sozinho, num capricho espetacular que vale ser destacado. Tudo veio muito bem feito, praticamente impecável, só precisei fazer o acabamento.

 

O corpo em cedro puro e totalmente maciço, uma peça bem bonita e bem escolhida com um braço em wengue. Uma madeira de veios bem definidos e incrivelmente bonita. Pediu para que eu fizesse o acabamento do corpo em yellowburst transparente, e o braço somente na seladora com os poros abertos.

 

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     As curvas e o shape ficaram incríveis

 

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  detalhes

 

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Uma guitarra dessa precisava de uma pintura fina e de bom gosto, pediu também que fosse um Burst com um degradê mais aberto, suave e não marcado, como nas guitarras vintage.

 

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Tudo foi feito com total capricho pois sei que se tratava de um projeto bem especial que demorou meses para que chegasse a esse ponto que me foi entregue. Nada mais justo do que eu entregar como me pediu, ou como ele mesmo disse, até melhor !

 

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 Já a parte da montagem e regulagem geral ficou por conta dele.

 

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Essas últimas fotos foram enviadas pelo mesmo depois do instrumento pronto. Sinceramente, ficou uma coisa linda demais, parabéns pelo projeto Leandro !

 

 

Reforma Snake 70’s

Minha paixão por guitarras sempre foi muito nítida, principalmente por instrumentos vintage, esses sim roubam totalmente meu coração. Em particular prefiro os nacionais, que nos anos 70 a 90 fizeram coisas muito preciosas e desvalorizadas por nós mesmo. Desde amps, pianos, órgãos, violões, guitarras, baixos, entre outros…pra época, em que tudo aqui era difícil (ainda é), construíram verdadeiras obras-primas.
A Snake, uma das principais marcas de instrumentos nacionais dessa época, é objeto de desejo pra muitos músicos e colecionadores até hoje. Segundo alguns, era a melhor marca, eu prefiro a Giannini.

DSCN1800  Essa chegou até a mim por que o dono que havia comprado a guitarra na adolescência, queria reforma-lá mantendo os padrões originais, o que é uma tarefa um pouco difíicil mas um desafio gostoso de fazer.

 

Toda a guitarra estava desmontando, os friso soltos, algumas batidas bem fundas no tampo e nas laterais. Sobre o tampo e o fundo havia uma folha de madeira bem fina e que estava também descolando, o que foi bem chato de refazer. Para muitos era só jogar no lixo. Mas tudo aqui tem jeito !

 

DSCN2791 Depois de muita lixa, cola, mais lixa, massa, fundo e lixa ficou assim, pronta para pintura. Uma espécie de rosa poliéster com um tom meio rosado, quase um vinho. E após pesquisar não encontrei nenhuma cor como referência, resolvi fazer no olho mesmo.

 

DSCN3427.JPG A cor que escolhi pra isso foi um Rosso Bougainvillea e apliquei como fundo para conseguir a base rosada e depois com um poliéster avermelhado de baixa cobertura tentar acertar a tonalidade original.

 

DSCN4708   A ideia casou muito bem, não foi feita igual a original, porém ficou até melhor! O tom muito próximo, levando em consideração que a pintura anterior em nitro, estava totalmente desbotada, fosca mesmo, e nessa usei o verniz PU o que realçou bem mais a cor. Na foto acima ainda sem o polimento, durante as demãos de verniz.

 

DSCN4757  Este foi o resultado final, tentando manter as cores originais, com um pouquinho de brilho, mas ficou bem próximo.

 

 

Quer construir, pintar, reformar, personalizar seu instrumento ? Aqui as possibilidades são infinitas, você manda e nós fazemos.

 

Relic também é arte.

Muita gente no mundo das cordas é apaixonado pelos vintage. Instrumentos dos anos 50, 60, 70 e até 80 são bastante cobiçados por aí, principalmente por alguns serem raridades e outros pelo visual, além é claro da questão sonora, a secagem da madeira durante os anos faz com que o som gradativamente melhore. E o mais perto que conseguimos chegar desses instrumentos vintage é através do relic, mas o que é o relic ?
O relic consiste em desgastar o instrumento em pontos específicos, geralmente onde tem mais contato com o corpo do músico, batidas acidentais, marcas da correia, etc.

 

O relic jamais deve ser feito com o Pu e mesmo com o nitro, deve se tomar alguns cuidados, e não é somente maltratar o baixo e desgastar a pintura de forma desenfreada. Há grande nomes no mundos das cordas que são especialistas em relic, como pro exemplo o grande John Cruz, Masterbuilt da Fender Custom Shop, em que seus trabalhos valem verdadeiras fortunas. Há todo um processo no relic, e como visto acima não foi respeitado. O instrumento já havia tido uma tentativa de relic, com nitro inclusive, porém com camadas muito grossas e desgastes um pouquinho além do ponto.

 

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O corpo havia muitas batidas e marcas, algumas bem fundas. O corpo foi muito mal lixado anteriormente e estava totalmente desnivelado, torto mesmo. Tive muito trabalho com lixas pra deixar tudo certinho, além de ter que aplicar muita massa e finalizar com um fundo epóxi que é bem resistente e cria uma camada bem grossa, suficiente pra lixar e dar forma a um instrumento novo.

 

 

Tive que fazer uma pintura nova, deixando o baixo zerado ! E a cor fiesta red ficou tão bonita que deu pena de jogar o branco por cima para fazer o relic, era só polir e montar. Depois da pintura ainda tem o verniz nitro que amarela com o tempo, mas tenho minhas técnicas pra ele amarelar em 1 dia, além de todos os pontos específicos de desgaste pra deixar tudo como um verdadeiro vintage

 

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O baixo, um Giannini Stratosonic construído em meados dos anos 70/80 tem uma tocabilidade incrível, tive um anos 90 e foi o meu preferido em muitos dos baixos que já passaram pelas minhas mãos, entre instrumentos caros e baratos. Contou também com a elétrica de um EMG Hz Set com blend e captadores Bartolini. Ficou uma verdadeira máquina. Moderno no som com visual vintage !

 

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O relic, o vintage, o velho, é fetiche pra muita gente, questão de gosto, eu sei, mas é impossível não se apaixonar por um instrumento desses.  Um relic bem feito sem parecer artificial. Relic é Arte.

Reforma cavaco do Souto/ Bandolim de Ouro

Geralmente a maioria dos instrumentos que passam por aqui são guitarras, mas não, não trabalho somente com guitarras. Alguns Luthiers têm por preferência alguns tipos de instrumentos, há os que preferem somente os acústicos e outros os sólidos, já uns preferem baixo e outros guitarra e assim vai, mas acho que o Luthier que se preze procura se desenvolver em todas as áreas encarando todo tipo de desafio. A Luthieria é a mais pura arte e a evolução dentro da mesma é necessário.

 


Na imagem acima temos um Do Souto / Ao Bandolim de Ouro, que segundo o dono tem uns 20, ou mais, anos de existência e realmente parece bem antigo. Os instrumentos mais recentes feitos na fábrica, ainda ativa, são assinados e com datas nos selos e em algumas pates internas dos instrumento, porém esse não tem data somente assinatura de um antigo funcionário.
O instrumento infelizmente sofreu bastante com o tempo; descolou em algumas partes, outras foram realmente quebradas com quedas acidentais, o desgaste natural de um instrumento de estrada, como o desgaste da palheta, bem visível em uma das imagens. O pior de tudo é quando acontece algo com o instrumento e o dono no desespero tenta reparar o defeito, terminando assim deixando-o pior do que já estava. O mais trabalhoso foi a remoção da cola, acreditem, é um trabalho bem minucioso.

 

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Além de ter que remover toda a cola velha, e colar tudo que era necessário novamente, tivemos que remover todo o verniz  já bem gasto e escuro, feito com um material de péssima qualidade onde deixava tudo preto na tentativa de imitar um jacarandá e que na época pode até ter sido vendido como um.  Na lixa é onde todo o segredo aparece, cedro puro.

 

DSCN4794 Na foto ele aparece já parcialmente lixado e numa tonalidade bem bonita das madeiras utilizadas, Cedro, imbuia, tampo em cedro e escala do que parece ser um ébano ou alguma outra madeira tingida. Os instrumentos até são bem construídos, mas há ainda muitas falhas, digo isso por que acompanhei de perto como esses instrumentos são construídos.

 

DSCN4857  Agora sim um acabamento bonito, limpo e com brilho como um instrumento com história merece. Detalhe para o cedro que agora sim parece um jacarandá. Com seus poucos veios destacados num acabamento bem translúcido.

 

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A arte de restaurar um instrumento que estava a ponto de ir ao lixo é algo que me fascina sempre, ver o objeto pronto e a felicidade do dono é algo muito satisfatório e que me faz querer sempre oferecer o melhor. Cavaco envernizado e sem marcas nenhuma.

 

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Novo, bonito, com um acabamento melhor do que de fábrica, verniz fininho e bem resistente, dando todo o brilho e charme da foto. Pronto pra durar mais umas décadas.

Refinish Cort G series

 

1/12/2017. Acho que já podemos fechar o ano, ou não ! 1 mês inteiro pela frente e ainda tem muita guitarra pra sair. Espero realmente começar o ano zerado e tocar alguns projetos importantes para frente, mas posso afirmar que 2017 foi bastante produtivo e rolou muito trabalho bacana. Conheci pessoas maravilhosas que se tornaram clientes e amigos. E o resumo de 2017 foi totalmente voltado para uma “paintshop”. Não faço ideia de quantos instrumentos passaram por aqui, mas foram centenas de clientes felizes com suas guitarras de cara nova, como no caso dessa Cort G series.

DSCN3216 Uma guitarra bem bonita, com um bom acabamento que a princípio veio para uma regulagem simples e terminou voltando com outra cor.  Como muitos que param aqui e na Página do Facebook terminam se inspirando a querer mudar a cor do instrumento e deixar a seu gosto, visto também a quantidade infinita de cores e tipos de acabamento.

 

DSCN3307Corpo em basswood em 3 ou 4 peças coladas já lixada e com o fundo aplicado.

 

DSCN4144A cor escolhida da vez foi o Sheroline Gold, novamente ! É uma cor realmente apaixonante e que fica perfeita em strat e principalmente em Les Paul. Muito usada pela Fender nos anos 60. Aparece em várias tonalidades devido ao verniz nitro, que vai amarelando com o tempo e dando um charme a mais pro instrumento.
Na foto ela aparece ainda sem o verniz, somente a tinta poliéster aplicada. Já fica lindo né ?

 

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Na foto tirada entre as demãos de verniz, aparece nitidamente os detalhes de um leve “sparkle”.

 

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E ficou assim, a tonalidade mais bonita possível, o shoreline gold mais puxado pro cobre.

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Fender Mustang

Entre um café e outro é a hora que consigo ter tempo pra postar aqui, normalmente os dias têm sido bem corridos, mas estou sempre tentando registrar a maioria dos trabalhos para postar aqui, lembrando que não são todos que vem pra cá. Tento sempre selecionar os melhores como essa Fender Mustang Lindíssima que o Viktor nos trouxe. O cara toca numa banda cover de Nirvana e como bom fã quis transformar a dele pra deixar mais próxima possível do seu ídolo, Kurt Cobain.

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A guitarra certamente é bem especial, a começar pelo modelo incomum, a ponte que é uma delícia e principalmente os controles das chaves, no qual se resumem em Volume/Ganho, Tone, e seleção de série/paralelo ou fora de fase. Introduzida em 1964 como linha estudante, composto pela Musicmaster e Duo-Sonic. Produzida até 1982 e re-introduzida nos anos 90, ganhou status de cult graças ao seu uso por Kurt Cobain do Nirvana. Tem o maior valor colecionável entre as guitarras de escala curta da Fender.

 

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O que mais me chamou atenção além dos detalhes do corpo e configuração da elétrica é o braço de escala curta entre 22,5 ou 24 polegadas, mais curto que numa Stratocaster. O raio da escala de 7.25″ (184.1 mm), de longe o meu preferido. Só faltava o shape em soft V, o que torna a pegada incrível. É lógico que isso é questão de gosto e varia de acordo com o que você toca. Quem gosta de Ibanez, que o raio vai de 12″ a 18″, certamente vai estanhar.

 

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Agora chega de falar e mãos à obra. Uma das partes mais legais é essa, acreditem ! Por sorte essa foi fácil de remover, parecia nitrocelulose só que bem acabado, diferente das Gibson tribute por exemplo.

 

Fender Mustang

Foto da guitarra já pronta que saiu daqui blindada e regulada direto pro embarque para um show em SP em grande estilo e  novo visual !